Volta
Manuel Bandeira
Enfim te vejo. Enfim no teu
Repousa o meu olhar cansado.
Quando o turvou e escureceu
O pranto amargo que correu
Sem apagar teu vulto amado!
Porém já tudo se perdeu
No olvido imenso do passado:
Pois que és feliz, feliz sou eu.
Enfim te vejo!
Embora morra encontentado,
Bendigo o amor que Deus me deu.
Bendigo-o como um dom sagrado.
Como o só bem que há confortado
Um coração que a dor venceu!
Enfim te vejo!
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Libertinagem, O IMPOSSIVEL CARINHO
Libertinagem, O IMPOSSÍVEL CARINHO
Escuta, eu não quero contar-te meu desejo;
Quero apenas contar-te minha ternura;
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás;
Eu te pudesse repor;
- Eu te soubesse repor -;
No coração despedaçado;
As mais puras alegrias de tua infância!
Escuta, eu não quero contar-te meu desejo;
Quero apenas contar-te minha ternura;
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás;
Eu te pudesse repor;
- Eu te soubesse repor -;
No coração despedaçado;
As mais puras alegrias de tua infância!
MANUEL BANDEIRA, TEXTOS, POEMAS E POESIAS:
coração,
desejo,
felicidade,
troca
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